A versão brasileira da revista mensal Rolling Stone vem sendo publicada desde outubro de 2006, de lá pra cá já foram 23 capas, mas só recentemente um homem negro ganhou destaque como matéria principal – na edição nº 22, julho de 2008. O fotografado da vez foi o candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama. Fiquei tão surpreso que não pude deixar de manifestar a “ousadia” da publicação ao colocar um afro-descendente no foco das atenções e a importância deste. Digo isso porque 99% das matérias de capa são feitas com personalidades de pele branca (artistas, músicos, políticos, modelos, etc.). Se “tudo que importa” é cultura pop, música, moda, política e comportamento os negros não podem ficar de fora, deveriam estampar a primeira página pelo menos seis vezes ao ano. Afinal, a indústria cultural se resume apenas a rock and roll e a meninos e meninas caucasianos? A carta foi publicada na edição nº 23 (Página 12 – capa: Paulo Coelho, agosto de 2008).

Desde que ouvi “falar” – ao ler a saudosa e extinta Revista BIZZ em 2007 – de uma tal trupe/banda chamada O Teatro Mágico pela primeira vez, fiquei interessado em conhecer a música que agita as apresentações desse grupo circense oriundo de Osasco (S.P.). No entanto, a audição do primeiro álbum (Entrada Para Raros) só foi acontecer recentemente, depois que consegui baixar todas as faixas produzidas por Fernando Anitelli – intérprete e mentor do projeto. Não demorou muito e o trabalho seguinte foi lançado e disponibilizado na rede sob o título de Segundo Ato, que também já adquiri inteiramente grátis com o consentimento do próprio músico. Anitelli, que musicalmente se diz influenciado por Tom Zé e Dave Matthews Band, é a favor da pirataria saudável e quer mostrar que música pode ser distribuída através de um novo modelo, sem precisar do auxílio dos esquemas da indústria fonográfica tradicional.
Inspirado por Herman Hesse, escritor alemão, o palhaço-líder batizou a trupe e o CD de estréia retirando os nomes de uma única frase do literato europeu. O Teatro Mágico mescla artes cênicas e circo com melodias e poesia; tem em sua formação – além de malabaristas – instrumentistas e até um disc-jóquei. Enquanto o vocalista tem um timbre que faz lembrar ora Zeca Baleiro, ora Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii); as letras brincam o tempo todo com um interessante jogo de palavras, isso sem falar do lirismo melódico. Nota-se claramente de Entrada Para Raros* para Segundo Ato** uma grande melhora na qualidade de gravação, execução e produção musical. A única coisa que não gostei foi saber que após a concepção de mais um disco (que irá completar uma trilogia) o grupo vai acabar.
Destaques: A Pedra Mais Alta*, Prato do Dia*, O Mérito E O Monstro** e Cidadão de Papelão**.
Respeitável público, é com grande prazer que venho anunciar que a partir do dia 1º de outubro, data muito especial, estará disponível para que todos ouçam o tão aguardado Ritmada Eloqüência Poética (Vol. 1: EP), o álbum de estréia do S.U.P.R.A. Vida Secular!
Faixa à faixa:
Causa Primária [inédita]
Música com arranjo de rhythm & blues, tem um clima harmônico que somado à melodia e ao suingue inspira leveza, falando de fé e devoção sem pieguice.
Samba do Vacilante (Que Pensa Que É Gigante)* [remasterizada]
O encontro dos versos do partido alto com as batidas do hip hop, que resulta numa canção contundente e cheia de personalidade. Lançada originalmente no single Compacto Simples (Mente), de 2005.
Sorriso Miserando [versão exclusiva]
Inspirado na dura vida dos moradores de rua, esse baião eletrônico usa a metáfora do riso para falar de uma situação lamentável, com a qual nos deparamos todos os dias nas grandes cidades.
Chá de Boldo [inédita]
A receita é simples: coloque num recipiente com água algumas folhas da planta verde e ferva ouvindo esse som. Depois é só servir numa xícara (com ou sem açúcar) para aquela pessoa que acordou com uma tremenda ressaca. Recomendo ouvir várias vezes ao dia após a bebedeira.
O Grande Espetáculo* [remasterizada]
Imagine uma grande orquestra dando o tom e o balanço de uma batida hipnótica servindo de base para o intérprete entoar rimas afiadas celebrando a música. Esse rep (ou ritmo e poesia) com mais de seis minutos de duração passa essa idéia e homenageia feras como Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. Lançada originalmente no single Compacto Simples (Mente), de 2005.
Hipnose Eletrônica (Um Manifesto Anti-alienação)
Letra extremamente articulada que trata de um assunto polêmico: a influência negativa da TV, além de alertar o telespectador para uma visão mais crítica em relação ao conteúdo do que é exibido.
Vis-À-Vis [inédita]
Uma das canções mais lindas compostas nesse século não poderia falar de outra coisa: AMOR! Balada ao estilo samba de bossa com uma interpretação marcante e arranjo apaixonante. É de partir o coração.
Todas as composições lítero-musicais são de autoria de Gustavo “Gêiser” Nobio [© 2008 - Editora Peripécia Poética].
Produção musical: Gusnob Mac Lou, Raul Rachid (Saara Saara) e Bruno Marcus* (Tomba Records).
Produção executiva: Nobio Da Paz Produções Musicais.
Obs: a princípio o EP ficará liberado para audição com exclusividade no site Virb, e somente em novembro o CD (devidamente mixado e masterizado, c/ encarte de letras + bônus) será vendido. Os interessados poderão comprar contactando o artista por e-mail em sua página oficial.
... que China significa “país do centro” ou “império do meio”? Assim os ancestrais chineses caracterizavam sua nação ao surgir há cerca de três mil anos atrás.

VOCÊ SABIA...
... que a pipa foi inventada no ano de 480 antes de Cristo na China? Foi trazida para o Ocidente pelo mercador e viajante italiano Marco Polo (que também trouxe o macarrão) e ganhou diversos nomes e formatos ao longo do tempo. Os chineses também inventaram a bússola, a impressão, o papel e a pólvora.
VOCÊ SABIA...
... que, atualmente, 95% dos brinquedos comercializados no planeta são fabricados por indústrias chinesas? É importante dizer que boa parte desses produtos é de qualidade duvidosa.
Com o enfraquecimento do Comunismo, a China abriu as portas para o mundo e iniciou um processo de acelerado crescimento econômico e tecnológico, abraçando de vez o Capitalismo. Por outro lado, o governo do país ainda mantém resquícios de um regime autoritário, limita a liberdade de expressão, fere direitos civis e reprime jornalistas de pensamento independente.

O que grupos de rock nacionais como Luxúria, Leela, Ludov e Manacá têm em comum? Uma mulher ao vocal enquanto os rapazes executam os instrumentos. Mas é a última banda citada que me chamou mais atenção por sua proposta musical, embora tenha menor tempo de carreira e de experiência. Manacá é um conjunto carioca que incorpora ao seu som roqueiro o lirismo poético inspirado em elementos do folclore do Brasil, além da influência dos ritmos regionais. O nome da banda foi retirado do livro O Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, que de acordo com a história é uma flor usada para a feitura de um certo chá “alucinógeno”.
Eu já tinha ouvido uma ou outra música do quarteto e só agora parei para fazer uma audição atenta de algumas demos que baixei. A canção Diabo, composta por Letícia Persiles (vocalista), é uma das mais bacanas e poderia ser o primeiro single assim que lançassem o álbum de estréia. O Galo Cantou (versão voz e violão) destaca-se por seu arranjo emepebístico – que remete a Tanto Mar, de Chico Buarque. Pra quem pensa que só Los Hermanos é capaz de produzir um rock carregado de melancolia e nostalgia eu recomendaria a música Gaiola. A pauleira rola solta (com capacidade de animar o público pop-rock) e mostra a veia visceral do grupo através de Lua Estrela e Rosa Branca E Romã.
A banda Manacá, pelo que eu percebi, tem potencial e se for lapidada certamente vai ocupar grandes palcos. Só achei que as guitarras estavam um pouco altas, deixando a voz em segundo plano. Tanto cantora quanto instrumentistas, numa opinião sincera, precisam explorar mais as suas técnicas e com isso evoluir – trata-se apenas de uma questão de tempo. Eles estão no caminho certo e não é à toa que são empresariados pela Na Moral (produtora dirigida por Marcelo Lobato, d`O Rappa) e já ganharam produção de ninguém menos que Mario Caldato Jr. – que por sua vez está produzindo a nova sensação da internet Mallu Magalhães e já produziu Marisa Monte, Marcelo D2 e Beastie Boys.
Desejo bom êxito à “flor roxa e branca do roque”!

Ele é reverenciado por diversos artistas, de Martinho Da Vila, passando por Zeca Pagodinho até Ed Motta; é considerado o rei do ritmo, iniciou a carreira como pandeirista e consagrou-se como um dos melhores intérpretes da música brasileira graças à sua peculiar divisão vocal. Milton Santos de Almeida – que já foi integrante do Bando Da Lua, grupo que acompanhava Carmen Miranda em shows pelos Estados Unidos na década de 1940 – é popularmente conhecido como MILTINHO, cantor de voz nasalada, cheio de suingue e telecoteco, que completou 80 anos
O repertório, compilado e produzido por Rodrigo Faour, abrange a fase quando o cantor fazia parte do elenco da gravadora Odeon (de
Destaques
CD 1: Samba No Leblon (fx1), Helena, Helena (fx2), Lampião Vadio (fx6), O Lindo de Você (fx7), Moeda Quebrada/Leilão (fx10) e Louca (fx14).
CD 2: Made In Mangueira (fx1), Na Base do Pingüim/Velho Gagá (fx3), Recordar É Viver/Gilda/Tome Continha de Você (fx4) c/ Doris Monteiro, Anamaria/Garota Moderna (fx8), Você Já Foi À Bahia/Um Vestido de Bolero (fx9) c/ Elza Soares, Laranja Madura (fx14).

Humberto Gessinger tem quase 25 anos de serviços prestados junto à sua banda Engenheiros do Hawaii, como vocalista, compositor e baixista; após tanto tempo de carreira o músico vai dar um descanso ao repertório que o consagrou, encerrando as atividades do grupo por tempo indeterminado. Isso não significa que o cara irá pendurar as chuteiras, seu interesse no momento está voltado para outras experiências musicais e novas parcerias. Pouca Vogal, formado por Gessinger e por um guitarrista chamado Duca Leindecker (ex-Cidadão Quem), é o nome que representará o duo onde vão tocar daqui pra frente. Será um projeto de música instrumental? Não sei! A julgar pelo último álbum do engenheiro gaúcho, Acústico Novos Horizontes, violões com afinação caipira estão entre suas preferências de formato para instrumentação acústica - o que é interessante pra caramba. Aguardemossssss!!!
Nunca me liguei no modismo emo e nas bandas do gênero, conheço pouquíssimo sobre a onda do momento e francamente não consigo entender a classificação de um determinado artista como emotional hardcore, quando comparado a outro muito semelhante não considerado necessariamente... “emo”. Pra mim pouco importa o estilo, o que vale é a música em seu estado puro (adoro usar esse termo!). Não ouço Fall Out Boy ou My Chemichal Romance, e jamais tinha ouvido um disco do Fresno* ou do NX Zero** até ser convencido pelo meu camarada Guilherme Fernandes (que iniciou a concepção do EP do seu projeto solo chamado ATASCO) a conferir os novos trabalhos desses dois conjuntos de rock brasileiro. Eu relutei, relutei... mas o mano me forneceu os álbuns Redenção* e Agora** em formato mp3 e falou que valeria a pena ouvir, pela qualidade do material e da execução da obra. Acabei ficando curioso e parti para as audições!
Achei bacana o som dos caras; bem produzido – com toque de Midas para estourar nas paradas de sucesso – e visando atingir um público muito maior do que aquele conquistado enquanto ainda engatinhavam na independência da cena alternativa. Pelo que pude perceber, as bandas estão num processo de evolução e à procura da própria identidade. Os admiradores mais radicais andam dizendo que tanto o Fresno quanto o NX Zero tornaram-se artistas de rótulo pop e que abandonaram o hardcore verdadeiro (!). Falar de ‘amor’ e de ‘dor de cotovelo’ sempre foram temas populares e eles já tratavam desses assuntos em trabalhos anteriores, então... o ‘pop’ corre em suas artérias emotivas faz tempo.
Sabe qual é a conclusão que eu tiro de tudo isso? Que é MUITO importante seguir recomendações de amigos, irmãos e namorada, fatalmente mudam-se alguns conceitos se abrimos os ouvidos para prestar atenção em grupos como, por exemplo, Sorriso Maroto e Jeito Moleque (os emos do pagode romântico). Definitivamente não são minhas bandas preferidas e talvez eu nunca compre um C.D. delas, mas com certeza têm sua relevância musical e merecem todo respeito.
Já vou logo avisando: não adianta o Axl Rose querer me processar pelo fato de eu ter ouvido suas músicas novas, que ainda nem foram lançadas oficialmente (e desconfio até que ele não irá mais lançá-las). A verdade é que dez faixas do suposto álbum Chinese Democracy* caíram na rede e rapidamente os fãs baixaram e distribuíram gratuitamente para os amigos. Se jornalistas especializados e críticos musicais ouviram o material, por que que eu ficaria de fora dessa? Sou tão curioso quanto todos eles e o Guns N Roses que me perdoe, mas demorar dez anos para produzir um disco que prometia – ou pelo menos aguçava a imaginação dos admiradores da banda – ser o melhor da carreira e enchê-lo de mistério é pedir que o cantor seja cercado de insegurança e medo de que uma cópia das masters seja surrupiada por alguém muito próximo dele (ou da equipe técnica).
Infelizmente vazou e escorreu pelos ralos digitais. Quem mandou o homem inventar a “mardita” da internet? Axl pode ficar tranqüilo, C.D. não é um trabalho ruim, pode ter decepcionado os fãs xiitas do rock pauleira. Se ele resolvesse lançar agora, o álbum venderia bem devido ao seu apelo pop – evocado através da música Better. Há boas canções como a faixa-título*, a ozzyosbourniana The Blues, There Was A Time, Mandagascar e If The World (com uma introdução e clima harmônico que lembram Sade). Nota-se que o compositor continua um bom melodista, mas rendeu-se às programações eletrônicas, adicionando à sua veia punk loops de hip hop e r&b. Embora o cara tenha um vozeirão – quando explora sua região grave – é nos agudos que ele se realiza e continua fazendo uso deles, sua marca registrada.
Caso o sr. Rose decida de uma vez por todas mandar Chinese Democracy para as lojas (elas ainda existem?), eu estarei lá como um bom comprador de discos a fim de garantir o C.D.zinho original.
O segredo de uma música certamente reside em sua base harmônica, normalmente construída a partir da melodia. Depois que se traça as linhas que vão sustentar e dar o tom ao canto, as idéias de arranjo começam a surgir. Ritmo e alternância, timbres, solos instrumentais, estrutura da letra e divisão interpretativa se encaixam dentro da composição como se fossem peças de uma roupa feita sob medida por um alfaiate. Trabalho em estúdio parece algo interminável, sempre tem um detalhe que o artista quer acrescentar e o tempo mostra que é preciso ter paciência quando você se encontra no meio de uma produção musical; é o que garante a boa feitura do material sonoro – o álbum Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I). Tô chegando lá!
Juro que não consigo entender o comportamento de certos artistas perante a mídia. Deus deu o livre arbítrio a todas as pessoas para fazer o que bem entenderem de suas vidas. Não tô aqui para condenar a opção sexual de ninguém, cada um vive do jeito que quer e gosta, só não aprovo quando cidadãos irresponsáveis agem com a intenção de chocar mães, pais, crianças e jovens; seja na rua ou diante de uma platéia.
Daniela Mercury, cantora de grande apelo popular; já foi casada e tem filhos, aparece na TV em comerciais destinados à família brasileira, mas parece ter pouca consciência do seu papel como uma figura que pode exercer influência sobre os outros. Se ela é lésbica ou não é um problema só dela, agora... beijar outra mulher (Alline Rosa da Banda Cheiro de Amor) em público e se deixar fotografar é problema nosso; meu, seu e de toda a sociedade.
Tenho uma sobrinha de seis anos que é muito esperta, vive num tempo em que as informações chegam rápido e de todos os lados. Ela está em fase de alfabetização, vê televisão, assimila músicas com facilidade e na sua cabecinha as referências estéticas e comportamentais são novidades incríveis que seu interesse pueril não se recusa a absorver.
Imagina se essa mesma menina, ao ver uma foto como essa que ilustra o texto, resolve me questionar do que se trata ou se tal atitude é certa? Madonna, que inspirou Daniela e muitas outras por aí a trocarem saliva com gente do mesmo sexo para vender disco, além de cantora é autora de livros infantis (!!!). Falta a essas duas mães e senhoras da música pop mais responsabilidade para resgatarem a credibilidade perdida. É lamentável quando músicos consagrados e admirados por seu trabalho artístico perdem a noção de valores.
"Quem nasceu para fazer música tem que esquecer política e ficar distante". João Carlos Martins (Maestro)
Inspirados pela frase do fotógrafo chicano George Rodriguez
: “É melhor viver um dia como um leão do que mil anos como um cordeiro”, Zack De
One Day As A Lion* (E.P. – 2008/Anti Records)
Faixas: Wild International / Ocean View / Last Letter / If You Fear Dying / One Day As A Lion.
*Lançamento: 22/07
A maré está cheia na rede mundial de computadores. É por esse motivo que... "vazou" a música Hipnose Eletrônica (com letra na íntegra). Ouça agora em MySpace Brasil.
CONFIRA TAMBÉM
Novo perfil: www.reverbnation.com/supravidasecular
Perfil reformulado: www.virb.com/supravidasecular
Já imaginou o Darth Vader dançando ao som de música pop dançante? Pois é, o temido mascarado - que representa o lado negro da força na série cinematográfica Guerra Nas Estrelas - entrou no ritmo de Thriller, do Michael Jackson. Assista ao vídeo em: http://br.video.yahoo.com/watch/2973636/8527340
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