FIM DO EXPEDIENTE (ou MUDANÇA DE ENDEREÇO)

 Quando lancei esse blog – em 05 de julho de 2006 – juro que eu não tinha a menor intenção de ser um blogueiro; mesmo sendo uma pessoa que cultiva há anos o hábito de escrever letras de música e textos opinativos ou reflexivos nunca curti a idéia de possuir um diário (ou talvez nunca tivesse dado bola pra isso). Tudo começou ao decidir criar um novo e-mail, que logo em seguida me deu a opção de fazer uma página onde eu pudesse publicar meus escritos, e com endereço de internet personalizado (esse que aparece acima no local indicado). Acabei fazendo, pensando em usar o espaço oportunamente para divulgar o trabalho do projeto SUPRA Vida.

Nos primeiros meses eu fazia diversas colagens de artigos – com seus devidos créditos – que achava interessantes, sempre relacionados à música, mas depois senti uma enorme vontade de opinar também a respeito de tudo (ou quase) que envolve a indústria cultural. Tomei gosto pela coisa e comecei a escrever cada vez mais com uma veia bastante crítica (sem nunca ter atacado ou ofendido ninguém), além de expor novidades e curiosidades. Só que com o tempo comecei a perceber um probleminha: ao passo em que você se dedica demais aos inúmeros relatos sobre lançamento de C.D.s; sobre artista/banda A, B ou C; sobre os filmes que assiste, sobre aquilo que anda ouvindo, sobre comportamento e sociedade, etc., gradativamente a sua própria obra vai ficando um pouco em segundo plano. E isso não é bom – pelo menos para mim.

Avaliei bem a situação e cheguei à conclusão de que devo – a partir dessa data – encerrar as atividades do blog, após tantas coisas interessantes que foram postadas aqui. Agradeço a você que sempre prestigiou visitando regularmente (até o momento dessa postagem contam-se 7259 visitas), mas gostaria de continuar tendo-o como leitor assíduo em outro site. Com mais recursos e com maior capacidade de armazenamento, o “sítio informativo” (no ar há alguns meses) permite maior interação, postagem de som e vídeo do artista permanentemente na página inicial, layout manipulável, listagem de links, textos chamativos na lateral, fotos em slide e muito mais. De posse de todas essas ferramentas é possível transformar um simples blog numa homepage rica em informação, o que pode servir como um canal de propagação de idéias e fonte para divulgação de um trabalho artístico (isto é internet 2.0, conteúdo gerado pelo próprio internauta). Viva a cultura!

A música que toca o dia-a-dia ainda reverbera em: www.supravidasecular.com


Indique para os seus amigos!!!


Muito obrigado por sua atenção. Tenha um excelente dia.

ALTERNAUDITIVO

Aquele que disser não conhecer grupos ou artistas brasileiros, oriundos do circuito alternativo/underground, que sejam interessantes – por só ouvir os gringos – está cometendo uma tremenda “heresia”!!!


Monjolo é uma banda originária do Recife – que migrou para São Paulo – e chama atenção pela técnica com que executa seu som que mescla funk, samba, jazz e experimentalismo. Afrobeat ou afrofunk, seja qual for o rótulo a base instrumental é sempre bem marcada e ainda conta com percussões e eventuais vocais permeando os temas como um elemento a mais e não como foco principal. Chamo isso de suingue felakutiano.


Destaques para as faixas: Samba do Seqüestro e Monjolo.


www.tramavirtual.com.br/monjolo


Academia da Berlinda também vem da capital pernambucana (celeiro das melhores bandas do país). É formada por uma galera que já toca em outros grupos (Aparelhagem, Mundo Livre S/A, Eddie, A Roda e Orquestra Contemporânea de Olinda). A música produzida por eles é uma salada dançante que leva o seguintes ingredientes: merengue, cumbia, salsa, ciranda, coco e muito mais. As composições autorais têm participações especiais do Fred ZeroQuatro, Jorge Dü Peixe e China.


Destaques para as faixas: Ciranda Enrustida e Envernizado.


www.berlinda.palcomp3.com.br


Guizado é o nome do projeto solo do trompetista e compositor Guilherme “Gui” Mendonça, que acaba de lançar o álbum Punx. Com bases calcadas no hip hop o homem nos apresenta um som pesado e jazzísticamente psicodélico, onde as intenções harmônicas e melódicas nos remete a um clima de trilha sonora de filmes de vanguarda ou cult. Gui canta seus sentimentos e suas impressões sem o recurso das letras, apenas usa o fraseado do seu instrumento de sopro contando com as colaborações de amigos como Régis Damasceno (guitarra) e Luciano “Curumin” Nakata (bateria), além de incorporar efeitos e programações eletrônicas.


Destaques para as faixas: Vermelho e Coloridos.


www.tramavirtual.com.br/guizado



O LENDÁRIO DRAGÃO DAS ARTES MARCIAIS

 Você sabia que o ator Bruce Lee, embora tenha sido criado em Hong Kong, nasceu na cidade norte-americana de São Francisco; e nos E.U.A. iniciou sua carreira na década de 1960? Lee é filho de pai chinês - um cantor de ópera cantonesa - imigrante na América do Norte naquela época. Falecido prematuramente, em decorrência de um edema cerebral (em 1973) aos 32 anos, ele passou a ser cultuado no mundo inteiro graças aos seus filmes de kung fu coreografados - que tanto influenciam as produções cinematográficas do gênero na atualidade. A TV estatal chinesa CCTV, baseando-se em fatos da vida pessoal de Bruce, produziu uma minissérie de 50 capítulos - estrelada pelo jovem Danny Chen - que irá contar a sua história e seus dramas. Dirigida pelo cineasta Jia Zhengke e com orçamento de 7,3 milhões de dólares, A Lenda de Bruce Lee chega às telas do oriente para fazer justiça ao grande astro sino-americano, que por muito tempo foi ignorado pela China comunista. Da mesma maneira que o pai (em Operação Dragão), Brandon Lee (foto abaixo) morreu durante as filmagens de O Corvo (1993) aos 28 anos.

DESPONTANDO

Direeeeeeeeto da redação venho lhe informar, caro(a) leitor(a) e ouvinte, que a obra do projeto SUPRA Vida é observada em resenha publicada no blog Volume, do diário EXTRA Online. A matéria, extraída do release original, enfatiza o trabalho desenvolvido por um tal de... Gêiser, poeta operário oriundo da cidade de Niterói.

 

 

http://extra.globo.com/blogs/volume/post.asp?t=s_p_a_vida_secular&cod_Post=133092&a=499

***

NOVIDADE: prestigie o artista no Oi Novo Som, acesse a página e incentive a execução das canções de seu repertório na rádio Oi FM

 

 

www.oinovosom.com.br/supravida

SÓ FALTAVA ESSA!!!

 Se eu te contar você não vai acreditar. Essa notícia é digna de nota nesse blog. O senhor Marcelo Crivella (senador e sobrinho do Edir Macedo, fundador da Igreja Universal) está trabalhando para aprovar no Senado Federal uma emenda à Lei Rouanet que poderá permitir a construção e reforma de templos religiosos, além do pagamento de salários a pastores com renúncia fiscal. Se isso acontecer, as religiões passarão a disputar verbas com a cultura e com as artes. Para quem não sabe, a Lei Rouanet foi criada a fim incentivar a produção cultural "distribuindo" recursos para que artistas viabilizem seus projetos - teoricamente, mas na prática é super burocrática e injusta. Infelizmente nem todos têm acesso ao dinheiro público, que acabou se tornando privilégio de gente consagrada da classe artística ou daqueles que conhecem os macetes e meandros para a captação dos tais recursos. Imagina concorrer com a religião A ou B para poder gravar um C.D. ou montar uma peça teatral? É covadia!!!

Diga NÃO, assine a petição: http://www.petitiononline.com/cult2007/petition.html

 

 

NASCIMENTO DE UM REBENTO

 Praticamente, foram dez meses de gestação, mas a longa espera chegou ao fim; Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP), o álbum virtual de estréia do S.U.P.R.A. Vida Secular!, acaba de ser lançado em versão master oficial. Como pai dessa “criança”, sinto-me muito orgulhoso de vê-la caminhando com as próprias pernas, pois começou como um simples embrião, desenvolvendo-se a partir da força de vontade e da paciência do idealizador, até se transformar num... SONZÃO. Ouça esse rebento, então!!!


Acesse: www.virb.com/supravidasecular/music/albums/53786

A PROPOSTA SE PERDEU

 Eu não esqueço de um depoimento gravado do arquiteto Oscar Niemayer que foi exibido na inauguração oficial do Teatro Popular – ocorrido em junho de 2007 com show gratuito do sambista Jorge Aragão – onde ele (idealizador da obra localizada na cidade de Niterói) dizia mais ou menos assim: “O Teatro é para o povo...”. Ou seja, é preciso permitir o acesso à cultura para todos, principalmente àqueles das camadas mais carentes da sociedade, se não for dessa forma não há sentido. Trago esse assunto à tona por ter percebido que a proposta inicial está se perdendo, a partir do momento que promotores de shows escalam bandas e cantores estabelecidos no mercado e organizam eventos onde um ingresso chega a custar R$ 30,00 (se você der sorte de comprar antes que acabe o 2º lote). Calmaí, não deveria ser de graça ou cobrando pela entrada no máximo R$ 5,00?!!!

Poder pagar eu posso, mesmo sabendo que não nado em dinheiro, mas há pessoas menos favorecidas que também curtem rock, reggae e hip hop que não podem desembolsar três notinhas de 10. Isso sem falar daquilo que a gente gasta comendo e bebendo enquanto assiste ao espetáculo. Meu protesto não é contra os artistas que lá se apresentam (aprecio a maioria deles), minha indignação é contra a ganância (o famoso olho gordo) dos organizadores e digo mais: a prefeitura tem sua parcela de culpa por permitir esse tipo de prática. Ninguém está impedido de capitalizar, todos os envolvidos precisam ganhar dinheiro com a arte e com a promoção dos seus trabalhos, só acho que o Teatro Popular não é lugar para isso e não tem esse intuito. O mais ridículo de tudo é querer apelidar o local de Nova Cantareira (em referência à saudosa Praça da Cantareira que hoje mais parece um cemitério – fechada para obras há quase dois anos). É por isso que eu não voto e não sou fã de (político) canalha.

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